Home arrow Home arrow Mercado de Emprego Vs Mercado de Trabalho

Emprego Diário
Licenciados.info


Construção de Sites
Mercado de Emprego Vs Mercado de Trabalho Imprimir EMail
26 Março 2009

Eis algumas questões que todos os cidadãos activos devem colocar:

Existe um Mercado de Emprego ou um Mercado de Trabalho?

Em termos económicos o mercado é o conjunto da oferta e da procura relativa a um bem, serviço ou capital, ou ao conjunto de todos eles (priberam.pt).

Sendo assim, faz sentido falar de mercado de emprego?

O emprego é um bem, um serviço ou capital?

DUPLAMENTE NÃO!

FALAR DE MERCADO DE EMPREGO É ERRADO!

Não é o emprego que está em causa na relação Empregador / Empregado, mas sim o trabalho. O trabalho é aquilo que o trabalhador tem para oferecer em troca de uma remuneração. O trabalho, este sim, pode ser visto como um serviço, e por isso deve-se falar de MERCADO DE TRABALHO.

À partida esta definição de conceitos pode não trazer diferenças à forma de encarar o MERCADO. No entanto, se pensarmos bem, as diferenças existem e podem revelar uma perspectiva totalmente diferente.

Quando falamos de emprego estamos a falar de uma posição ou função numa determinada estrutura, mais ou menos hierárquica (empresa / entidade empregadora), ocupada por um indivíduo (trabalhador / empregado).

As empresas NÃO OFERECEM emprego. As empresas PROCURAM trabalho / força de trabalho / mão-de-obra.

O trabalhador NÃO PROCURA emprego. O trabalhador OFERECE a sua força de trabalho.

O que está em causa não é o emprego pois as empresas não oferecem emprego em troca do trabalho, mas sim, procuram (força de) trabalho em troca de uma remuneração paga ao trabalhador.

Esta perspectiva (muito mais adequada) coloca o trabalhador noutra posição. É o trabalhador que tem algo para oferecer (o seu trabalho, o seu conhecimento, a sua habilidade, etc) em troca de uma remuneração.

Implicações positivas desta perspectiva:

- O trabalhador irá sentir-se mais valorizado pois é ele que se coloca na pele de quem tem algo para oferecer / vender em troca de dinheiro;
- O trabalhador irá verificar a médio prazo que tem de olhar para a entidade empregadora como um cliente dos seus serviços / trabalho e não unicamente como um patrão.
- Ao absorver esta perspectiva, o trabalhador irá estar mais atento ao mercado. O trabalhador irá abrir os seus olhos para novas oportunidades: Será que consigo ser melhor remunerado pelo meu trabalho? Será que há mais entidades a quem eu possa OFERECER o meu TRABALHO e receber mais por isso?
- O trabalhador aumentará o seu poder de negociação perante o seu cliente / patrão.

Mas...

De nada vale, e será com certeza prejudicial, chegar às entrevistas de emprego todo(a) convencido(a) e dizer que afinal "Não estou à procura de emprego. Proponho antes oferecer a minha força de trabalho em troca de uma remuneração".

Esta perspectiva deve funcionar no subconsciente e levar cada cidadão (pró) activo, e com interesse em crescer na sua (ou noutra) área de actividade, a pensar em si como uma fonte de recursos e conhecimentos que podem ser oferecidos em troca de uma remuneração.

Todos os outros cidadãos (RE) activos que apenas pretendem um “emprego” e a tal “ilusão de estabilidade”, provavelmente deverão continuar a pensar em Mercado de Emprego.

 

Comentários
Adicionar novo Busca
Jorge Silva   |213.228.143.xxx |2009-03-26 16:31:19
É uma perspectiva muito clara relativamente aos dois termos apresentados.
Concordo com o termo "Mercado de Trabalho", e as características
apresentadas pelo artigo.
Relativamente ao trabalhador aumentar o seu poder de
negociação quando oferece os seus serviços ao empregador é que poderá não
ser completamente verdadeiro, pois tem de se ter cautela quando se oferece
prestações que não se poderão cumprir.
admin   |SAdministrator |2009-03-27 16:38:24
Caro Jorge,

Obrigado pelo seu comentário.

O aumento do poder de
negociação do trabalhador face ao "patrão" está, por um lado,
relacionado com o tipo de trabalho requerido por parte deste último e a oferta
disponível no mercado.

E, por outro lado, com as alternativas de emprego
possíveis para o trabalhador.

Se um trabalhador tem conhecimentos e/ou
capacidades únicas (ou que seja dificil encontrar algúem para executar o
trabalho), e, por estar atento ao mercado, tem outros "patrões"
possiveis, o seu poder de negociação aumenta
consideravelmente.

Infezlimente a maior parte dos trabalhadores portugueses
não tem qualquer poder de negociação, principalmente em funções menos
qualificadas - são facilmente substituiveis e não têm alternativa ao emprego
actual...

Concordo consigo completamente na medida em que um trabalhador não
deve prometer trabalho que não conseguirá cumprir.
paulo figueiredo   |93.102.32.xxx |2009-03-27 19:01:19
neste mundo de cão o trabalhador deve saber até onde pode ir no seu método de
trabalho o pior é que se fizer 80 o patrão vai-lhe dizer para fazer 90 e ás
páginas tantas o patrão diz para ele o gajo vai fazer é os 100 e assim
continuadamente o resto é conversa da treta
Admin   |84.91.21.xxx |2009-03-27 23:30:30
Caro Paulo,

Na minha opinião o trabalhador (e o patrão) deve procurar fazer
sempre 100 ou 110.

E deve pensar que não está a trabalhar para o patrão.
Está a trabalhar para si próprio. Está a desenvolver-se e a ganhar poder de
negociação. Quanto melhor desempenhar o seu papel mais possibilidades tem de
"bater a porta" aos "maus patrões".

E procurar sempre melhor.
Se um determinado patrão não o satisfaz, há que procurar outro, ou então
tornar-se patrão para fazer melhor.
paulo figueiredo   |93.102.87.xxx |2009-03-30 18:01:01
a minha conversa ´vai de encontro á sua o empregado e o patão devem dar
sempre mais em prol da empresa o pior é que não á limites pró patronato falo
por expriêcia própria,quanto a ser patrão haja os apoios correctos,não se
esqueça que este país não desenvolve porque 50/da população é uma canbada
de burros que são os tais saudosos do salazar
Anônimo   |81.84.113.xxx |2009-06-06 21:21:31
Em 10 meses que lá estive, ñ me foi apresentado nada.
Parecemos uns condenados
Maioral  - teoria vs prática     |189.93.248.xxx |2009-07-05 00:52:21
Lembro-me de estar a discutir esta questão com o meu amigo Tó Zé aqui há
tempos, e de ele não acreditar quando lhe dizia que não se oferece emprego, o
que é oferecido é o trabalho, isto em termos de teoria económica. Como se
recebe (e nos pagam) dinheiro por trabalhar, o trabalho é o produto em questão
e, logo, as pessoas oferecem o seu trabalho (competências, horas por dia, o que
quer que seja). Nenhuma empresa oferece emprego e nenhum trabalhador procura
emprego, em termos de teoria económica.

Mas discordo que saber isso nos
valorize, o que nos valoriza são as nossa competências, o x que podemos
oferecer em trabalho por y de dinheiro. Simples: sabes fazer coisas que pouca
gente faz, ganhas mais. Tens capacidades que mais ninguém tem, mereces ganhar
mais. Se não sabes fazer nada de especial, recebes o mesmo que os outros todos
que também não sabem. Não estás disposto a dar 110% pela empresa, também
n...
o amigo tozé     |87.196.166.xxx |2009-07-06 14:51:00
Estás a ver como aprendo coisas contigo!! Lembro.me perfeitamente dessa
conversa e lembro-me de concordar com essa perspectiva (depois de longa
discussão...). De facto tinha uma visão errada (como a maioria) do assunto.
Escrever um comentário
Nome:
E-mail:
 
Website:
Título:
UBBCode:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img] 
 
 
:angry::0:confused::cheer:B):evil::silly::dry::lol::kiss::D:pinch:
:(:shock::X:side::):P:unsure::woohoo::huh::whistle:;):s
:!::?::idea::arrow:
 
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.

3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

 
< anterior   Seguinte >

Newsletter

Subscreva a nossa newsletter!

Receba os nossos posts na sua caixa de correio.

Nome (primeiro, último):

Endereço de Email:

Respeitamos a sua privacidade. O seu endereço de email não será utilizado indevidamente e poderá removê-lo a qualquer momento.

Ofertas-Emprego.com

Bolsa de Formadores

Formação, Cursos e Workshops

Sondagem

Quais são as suas habilitações académicas?